Quantas vezes você foi em uma livraria, pegou um livro e virou para ler a descrição? Aquele resuminho que faz você se apaixonar pelo suspense. Com certeza não é o título que faz diferença e sim aquela pequena descrição que desperta a vontade do leitor. O que esse livro esconde em suas páginas? Como saber se vale a pena comprar e ler?
Assim como os trailers de filmes, a descrição desperta a imaginação sobre a história. E que muitas vezes faz com que o sentimento de paixão ou decepção apareçam no desfecho do livro. Como assim, todo mundo morre? Como assim, tudo acaba sem explicação? Como assim, ele não ficou com ela? Perguntas que dão vontade de escrever cartas para editora com severas reclamações e duvidas infinitas.
O legal da leitura é entender da sua forma, é a sua imaginação que produz as cenas, uma produção, muitas vezes, digna de Oscar. Você pode conduzir a história da forma que quiser e até mesmo criar finais alternativos que se encaixam melhor com o seu contexto próprio.
Uma vez, uma amiga me disse que nunca começava a ler um livro da primeira página, ela sempre lia o final, e sempre repetia as mesmas palavras "a última página é o essencial pra começar um livro e entender todos os passos do personagem". Eu sempre discordei, pois para mim a graça está no mistério.
É complicado dizer como se deve ler um livro, mas o que todos concordam ou grande parte, é a tal descrição. O prazer de conhecer uma história a partir de uma expectativa é indiscutível. Você compraria Harry Potter, sem ter lido o verso do livro ou sem que a autora tivesse feito aquela descrição sobre mistérios, um menino e uma escola de magia? Acredito eu que não, e assim perderia a oportunidade de conhecer aquela história brilhante.

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